Por quanto tempo me senti perdido de mim mesmo?
Olhares de desprezo e palavras afiadas como navalhas penetravam por minha alma.
Ao invés de sangue se jorrava angústia... Ao invés de gritos se ecoava o silêncio... Dor?
Descobri várias formas de se senti-la.
E como um fraco que eu era, sempre as substituía por outras dores.
A pior de todas as dores era a falta de amor próprio, pois ela gerava todas as outras dores...
ela não me deixava reagir à uma situação como eu realmente deveria, me calava quando eu deveria me expressar, me ridicularizava quando deveria me sentir bem.
Após me afogar lentamente em meus pensamentos estupidamente confusos, acabei por me tornar outro ser.
Menos paciente e muito mais desconfiado de tudo e todos.
Pensei várias vezes se tinha perdido todos os meus sentimentos... Não sabia mais o que era ódio, medo ou rancor... Muitas vezes me perguntei se realmente sabia que era o amor.
Como se pode amar uma outra pessoa se você não ama a si próprio?
Uma ponta de esperança me surgiu, e em meio à escuridão que me rodiava acreditei mais uma vez que o amor poderia existir. Encontrei em minhas verdadeiras amizades uma alegria que à muito não sentia. Um amor que sempre doei mas nunca havia recebido de volta...recebia sim, só não notava o óbvio.
Hoje, me sinto muito mais completo... Não sou mais aquele ser que foi partido em pedaços e retalhado por situações e palavras. Mas existem coisas das quais eu nunca poderei fugir e essas são: As cicatrizes que estão em minha alma.

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